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CAMINHO NEOCATECUMENAL: UMA HERESIA PROTESTANTE

Certa vez, num encontro de bispos, os excelentíssimos prelados conversavam com informalidade sobre uma infinidade de temas quando um bispo tradicional, começou a discorrer sobre as “esquisitices” litúrgicas do Caminho Neocatecumenal. Alguns de seus colegas ouviam a tudo com indisfarçável contrariedade, sem, entretanto contrariá-lo. Tão logo o bispo que criticava a missa à la neocatecumenato deixou o grupo, um dos bispos contrariados com os comentários – fiel ao princípio de só contestar na ausência – emendou, arrancando risadas dos demais: “Vejam quem fala: quem celebra a missa antiga criticando as esquisitices dos outros”. Pois é, meus amigos! Há quem considere a liturgia bimilenar da Igreja um amontoado de esquisitices. E pior: há quem julgue as práticas litúrgicas neocatecumenais meras esquisitices, como se fosse só isso.
A Sagrada Liturgia, nunca foi um amontoado de esquisitices, menos ainda a que nos foi legada pela tradição multissecular da Igreja. O bispo tradicional, Dom Athanasius Schneider, Bispo auxiliar no Casaquistão, deu uma entrevista sobre o tema. Ouçamos o que disse o Bispo, sobre este movimento herético dentro da Igreja católica, em um trecho da entrevista com Dom Athanasius Schneider realizada e publicada por John Henry Newman Centro de Ensino Superior, Hungria. [Entrevista completa aqui].

Eis a entrevista: Sr. Fülep, o entrevistador pergunta: “Eminência, enquanto se persegue a tradição, existem alguns novos movimentos modernos que estão muito respaldados. Um deles é a comunidade de Kiko, o Caminho Neocatecumenal. Qual é a sua opinião sobre o Caminho Neocatecumenal?”

Responde Sua Excelência Dom Schneider: “Este é um fenômeno muito complexo e triste. Para falar abertamente: É um cavalo de Troia na Igreja. Eu os conheço muito bem, porque fui um delegado episcopal para eles durante vários anos no Cazaquistão, em Karaganda. E os ajudei em suas missas e reuniões e li os escritos de Kiko, seu fundador, portanto, conheço-os bem.
Quando falo abertamente, sem diplomacia, devo dizer: O Caminho Neocatecumenal é uma comunidade judaico-protestante dentro da Igreja apenas com uma decoração católica. O aspecto mais perigoso está em relação à Eucaristia, porque a Eucaristia é o coração da Igreja. Quando o coração está em más condições, todo o corpo está em mau estado. Para o neocatecúmeno, a Eucaristia é primariamente um banquete fraternal.
Isto é protestante, uma atitude tipicamente luterana. Eles rejeitam a ideia e o ensino da Eucaristia como um verdadeiro sacrifício. Até mesmo argumentam que o ensino tradicional, e a fé na Eucaristia como sacrifício, não é cristã, mas pagã. Isto é completamente absurdo, isto é tipicamente luterano, protestante. Durante as suas liturgias eucarísticas tratam o Santíssimo Sacramento de uma forma tão banal, que às vezes se torna horrível. Eles se sentam para receber a Sagrada Comunhão, e, em seguida, se os fragmentos são perdidos, já não fazem caso deles, e depois da Comunhão dançam, em vez de orar e adorar Jesus em silêncio. Isto é realmente mundano e pagão, naturalista. O problema não poderia ser apenas na prática.
O segundo perigo é a sua ideologia. A ideia principal do Neocatecumenato de acordo com seu fundador Kiko Arguello é a seguinte: a Igreja tinha uma vida ideal até Constantino, no século IV, somente esta era, de fato, a verdadeira Igreja. E com Constantino a Igreja começou a se degenerar: degeneração doutrinal, degeneração litúrgica e moral, tendo a Igreja alcançado o ápice desta degeneração doutrinária e litúrgica com os decretos do Concílio de Trento. No entanto, contrariamente à sua opinião, o oposto é verdadeiro: esse foi um dos aspectos de maior destaque da história da Igreja, por causa da clareza da doutrina e da disciplina. De acordo com Kiko, o obscurantismo da Igreja durou desde o século IV até o Concílio Vaticano II. Foi somente com o Vaticano II que a luz entrou no Igreja. Isto é uma heresia, porque significa dizer que o Espírito Santo abandonara a igreja. E isto é muito sectário e muito alinhado com Martinho Lutero, quando afirmou que, até ele, a Igreja estivera em obscuridade e foi unicamente por meio dele, Lutero, que a luz veio à Igreja. A posição de Kiko é fundamentalmente a mesma, só que Kiko postula o obscurantismo da Igreja de Constantino até o Vaticano II. Este é um grave abuso. Como pode esta comunidade ser oficialmente admitida na Igreja? Esta é uma outra tragédia.
Eles estabeleceram um poderoso grupo de pressão (lobby) no Vaticano há pelo menos trinta anos. E há um outro engano: em muitos eventos apresentam uma grande quantidade de frutos de conversão e muitas vocações para os bispos. Um grande número de bispos estão cegos pelos frutos, e não vêem os erros, não os examinam. Eles têm famílias grandes, filhos numerosos, e têm um alto padrão moral na vida familiar. Isto é, claro, alcança um bom resultado. No entanto, há também um tipo de comportamento exagerado para pressionar as famílias para que obtenham um número máximo de crianças. Isto não é saudável. E dizem, estamos aceitando a Humanae Vitae, e isso, claro, é bom. Mas ao final isso é uma ilusão, porque há também um bom número de grupos protestantes no mundo de hoje com um alto padrão moral, que também tem um grande número de crianças, e que também vão e protestam contra a ideologia de gênero, homossexualidade e que também aceitam Humanae Vitae. Mas, para mim, esse não é um critério decisivo da verdade! Há também um grande número de comunidades protestantes que convertem um grande número de pecadores, pessoas que viviam com vícios como o alcoolismo e as drogas. Assim, o fruto da conversão não é um critério decisivo para mim e eu não vou convidar este bom grupo protestante que converte os pecadores e tem uma enorme quantidade de crianças em minha diocese para participar no apostolado. Esta é a ilusão de muitos bispos, que estão cegos pelo “frutos”. A doutrina da Eucaristia é a pedra angular da nossa doutrina. Este é o coração. É um erro olhar primeiramente para os frutos e ignorar ou não se importar com a doutrina e a liturgia. Tenho certeza de que virá o tempo em que a Igreja examinará objetivamente esta organização em profundidade sem a pressão dos lobbies do Caminho Neocatecumenal, e os seus erros na doutrina e na liturgia realmente virão à luz. Cristo é o único Redentor”, finaliza o Bispo do Casaquistão – [Fonte: Traduzido ao espanhol por Rocio Salas. Artigo original]
Padre Zoffoli afirmou em seus livros: “O Movimento Neo Catecumenal é de tendência cismática e herética”. A acusação de heresia à este “movimento”, visa as posições doutrinárias, não as pessoas, a quem ainda consideramos dignas de respeito. Foram identificados e retirados, nos retromencionados textos datilografados e destinados aos catequistas e mantidos em segredo, não apenas do público, mas também dos fiéis ligados ao Movimento. São textos de estarrecer e lendo-os se compreende porquê se os mantém secretos. Sua publicação deixaria claro que eles não são católicos. São volumes grossos, fastidiosos, repetitivos, de baixo nível intelectual, e que apresentam heresias grosseiras, numa linguagem também grosseira. O Cardeal Ratzinger, em seu último livro, tratando da Liturgia, condenou a anarquia litíurgica que domina atualmente as paróquias, e fez a defesa da Missa de São Pio V. Defende o canto gregoriano, o silêncio na Missa, o altar e o padre voltados para leste, o uso do latim, etc. Coisas que não deveriam ter sido jamais abandonadas. Veremos o que ainda vai acontecer. Assim como os Neo catecumenais ameaçam separar-se da Igreja Católica -- da qual já estão separados por suas doutrinas heréticas -- outros ainda ameaçam deixar a Igreja. Eis a seguir, grotescos erros doutrinários, verdadeiras e absurdas heresias, ensinadas pelo Caminho Neocatecumenal, (com a devida fonte):

Sobre o Pecado: o homem não pode deixar de cometê-lo, da mesma maneira que ele também não pode fazer o bem nem adquirir méritos para si mesmo; a conversão é possível apenas como reconhecimento, por todos, de sua própria pobreza moral, não como um desejo determinado de corrigir as próprias faltas que a santidade tende a realizar; o pecado não pode ofender a Deus, e o homem não incorre no dever de expiá-lo pela satisfação dos requerimentos de Sua justiça.

Sobre a Redenção: Jesus não a realizou ao libertar o homem de suas faltas e reconciliá-lo com Deus; a paixão e morte de Cristo não foi um verdadeiro sacrifício oferecido ao Pai a fim de remediar o pecado e remir o homem; Jesus salvou o mundo em virtude de sua Ressurreição: para gozar os frutos de Sua obra basta confessar-se pecador e acreditar no poder do Cristo ressuscitado.

Sobre a Igreja: não foi fundada por Cristo como seu único redil: é também possível salvar-se seguindo outras religiões; a Igreja não é uma sociedade jurídica e hierárquica, mas espiritual e carismática; na Igreja não se encontra um sacerdócio derivado do sacramento da Ordem – pois é suficiente ter o Batismo que, incorporando todos os fiéis em Cristo, faz com que sejam participantes de Sua dignidade sacerdotal.
Sobre a missa: não é um “sacrifício”: a Igreja, no altar, não oferece a Deus nenhuma vítima, em lugar do altar, não há mais que uma mesa, que na Eucaristia permite ser celebrada uma festa entre os irmãos unidos pela mesma fé na Ressurreição; o pão e o vinho consagrados são apenas o símbolo da presença do Cristo ressuscitado que une os convidados comunicando-lhes seu próprio espírito, deste modo fazendo-os participantes de seu triunfo sobre a morte; a missa, assim concebida, não é celebrada pelo sacerdote, mas pela assembléia, da qual “brota a Eucaristia”.

Sobre a devoção eucarística: não tem qualquer significado, ela nega a verdadeira, real e substancial presença de Cristo sob as espécies sacramentais. Atos de fé tais como genuflexões diante do tabernáculo, comunhões freqüentes, horas de adoração, bênçãos, procissões, congressos etc não são, portanto, justificados.

Sobre a confissão: se reduz ao sacramento do Batismo: sua distinção não remonta à Igreja primitiva: a Igreja “gesta e leva à conversão”. “O importante não é a absolvição” do sacerdote, porque o valor da confissão é essencialmente sua natureza comunitária e eclesiástica; nas “passagens” e nos “escrutínios” o reconhecimento das próprias transgressões, inclusive as sérias, é público, como ainda pode ser o caso durante o “redditio”.

Sobre a vida cristã: como esforço voluntário de autodisciplina e, portanto, um exercício e progresso em virtude, é uma ilusão; todos permanecem intrinsicamente pecadores, incapazes de obter verdadeira justiça como uma perfeição do amor de Deus e do próximo; por outro lado, Jesus não foi apresentado a ninguém como um “modelo” a ser imitado; para seguir a Cristo, precisamos vender nossos próprios bens; mas, uma vez cumprida essa renúncia, é lícito adquirir outros e desfrutar de todos os prazeres da vida. A “pobreza”, como a entendia São Francisco, é inspirada na “religião natural” e foi também praticada pelos pagãos: não é uma virtude cristã; Jesus, tendo sofrido por nós, tornou supérfluos nossos sofrimentos, portanto as austeridades dos ascetas, o lento martírio dos santos e a própria vida religiosa, envolvendo a prática efetiva dos conselhos evangélicos, não são justificáveis; a salvação eterna se oferece livremente a todos pela misericórdia de Deus, que perdoa tudo. O Inferno não deveria existir, nem deveríamos falar de Purgatório, de preces e de indulgências para os mortos.

Sobre a história da verdadeira Igreja fundada por Cristo: chega ao fim com a Pax Constantinia e não retoma seu curso até o século XX com o Concílio Vaticano Segundo, tendo permanecido congelada por cerca de 1.600 anos...; nesse longo intervalo, o exercício do triplo poder da Igreja hierárquica (ensino, santificação, orientação) teria sido impróprio e ilegítimo...; e em particular o Concílio de Trento seria responsável pela paralisia da Igreja, determinado a corrigir fórmulas de fé, ritos litúrgicos, disciplinas, regras...; a interpretação da Palavra de Deus não cabe somente à hierarquia, mas é possível a todos os crentes: “a Bíblia explica-se por si mesma”. Essa liberdade de exame na exegese exclui o Ensino eclesiástico, a tradição dos Antigos e a doutrina das teologias”
Os pontos de coincidência entre a doutrina de Kiko e a teologia protestante são muitos e importantes, em antítese com o ensinamento do Concílio de Trento e a Tradição católica unânime anterior. A Santa Sé jamais aprovou canonicamente o Movimento Neocatecumenal. A doutrina fundamental do Caminho, as singularidades da prática litúrgica, a lei do sigilo e a dura disciplina imposta aos fiéis motivaram a acusação de que os neocatecumenais consideram que sua própria Igreja é paralela e mesmo superior à Igreja Católica, causando abatimentos, discórdia e conflitos abertos, que são bem conhecidos principalmente dos bispos e dos padres paroquiais. O acentuado proselitismo e o comportamento intimidatório utilizados pelos catequistas, a fim de que os fiéis não abandonem o Caminho, levaram à suposição errônea de que isso abria o único caminho possível para a salvação. Tendo o sacerdócio dos “presbíteros” sido nivelado ao dos “fiéis simplesmente batizados”, os catequistas – na prática – estão atribuindo a si mesmos uma autoridade igual e superior à dos membros da hierarquia e com isso quebrando a estrutura da Igreja Católica.
A prática da confissão pública dos pecados graves, além de ser contra o instinto natural de decência e o direito de salvar a própria reputação, provoca mal-estar e discussões, destrói famílias e lança as comunidades paroquiais em confusão. A obrigação de vender os próprios bens e de pagar o “dízimo” provoca o acúmulo de grandes somas de dinheiro, cuja administração é confiada sem nenhum controle aos catequistas, de um modo que não acontece em nenhuma organização prudentemente organizada. Afirmar que o homem não pode fazer o bem e que não lhe é possível evitar o mal significa negar a liberdade humana e o poder redentor da Graça, tornando toda “conversão” impossível e justificando toda licença moral. Refutar o Sacrifício Eucarístico significa negar à Igreja o dever do supremo ato de culto e assim suprimi-la como uma sociedade eminentemente religiosa. Rejeitar a transubstanciação é afastar dos fiéis “o Pão vivo que desceu do céu”; é negar-lhes o conforto e a alegria do Amigo absolutamente ideal, o “viático” mais necessário para a eternidade; é esconder da Igreja o único Sol que a aquece, criando o clima essencial a sua vida.
A missa, degradada a uma simples “festa”, expõe o Santíssimo às inevitáveis profanações resultantes da indiferença aos “fragmentos” do “pão consagrado” e de seus restos. (Uma vez mais, há pouco tempo, na basílica de São João de Latrão, a catedral do Papa, na noite de 21 de outubro de 1992, durante o rito de ordenação de um certo número de diáconos, os neocatecumenais demonstraram que não prestam a mínima atenção aos fragmentos do “pão consagrado” espalhados sobre a mesa, levando a supor que eles não acreditam na “presença real” de Cristo derivada da “transubstanciação”. Uma pessoa, inspirada pela fé, ousou recolhê-los para evitar sua profanação, mas foi severamente repreendida e ridicularizada pelos líderes do Movimento... Na manhã do dia seguinte, a mesma pessoa, retornando à basílica, pôde recolher do chão uma porção inteira do “pão consagrado” que os participantes da Eucaristia têm o hábito de consumir para a Comunhão. Se, além da Igreja, outras religiões abrem às almas caminhos comuns e objetivamente válidos de salvação, as missões católicas não seriam totalmente necessárias nem mereceriam a heróica e estreita cooperação dos fiéis.
A construção de seminários, onde candidatos são preparados para o sacerdócio, educados de acordo com os erros doutrinais de Kiko, poderá ser uma das maiores ameaças à Igreja do futuro.
A Igreja tem a tarefa difícil e árdua de distinguir o “trigo” do “joio”. Uma operação “cirúrgica” é necessária e urgente a fim de preservar a credibilidade da Igreja e evitar a multiplicação da apostasia de todos os que esperam impacientemente por uma intervenção oficial da Santa Sé. Isso é particularmente necessário a fim de defender a dignidade do Papa, a quem os neocatecumenais atribuem suas próprias idéias, piorando a posição da Igreja aos olhos do mundo” - (Fonte: Padre Enrico Zoffoli, no livro The Neocatechumenal Way - A Fearful Danger to the Faith)
Finalizo esta meditação com as palavras do Arcebispo Fulton Sheen, que no ano de 1950 disse: “Nós estamos vivendo nos dias do Apocalipse - os últimos dias da nossa era… as duas grandes forças do Corpo Místico de Cristo e do Corpo Místico do Anticristo estão começando a desenhar as linhas de batalha para o embate final. O Falso Profeta terá uma religião sem a cruz. Uma religião sem um mundo vindouro. Uma religião para destruir as religiões.

Haverá uma falsa igreja. A Igreja de Cristo, a Igreja Católica será uma delas. E o falso profeta vai criar uma outra. A falsa igreja é mundana, ecumênica e global. Vai ser uma federação de igrejas. E as religiões irão formar um tipo de associação global. Um Parlamento Mundial das Igrejas.

Será esvaziada de todo conteúdo divino e será o corpo místico do Anticristo. O corpo místico hoje na Terra terá o seu Judas Iscariotes e será o falso profeta. Satanás o recrutará dentre os nossos bispos. O Anticristo não será chamado assim porque não teria seguidores. Ele não usará roupas vermelhas, nem vomitará enxofre ou usará um tridente ou uma cauda como Mefistófeles em Fausto.
Tais coisas mascararam e ajudaram o diabo a convencer os homens de que ele não existe. Quanto mais não o reconhecem, mas poderoso ele se torna. Deus se definiu como 'Eu sou quem eu sou' e o diabo como 'Eu sou quem eu não sou'. Em nenhuma passagem das Escrituras, encontramos defesa para a descrição popular do diabo como um palhaço vestido de vermelho. Pelo contrário, ele é descrito como um anjo caído do céu, como 'o príncipe deste mundo', cujo legado é nos convencer que não existe outro mundo. Sua lógica é simples: se não há o céu, também não há inferno; se não há inferno, então não há pecado; se não há pecado, então não há juiz, e se não há nenhum julgamento, então o mal é o bem e o bem é o mal. Mas, acima de todas essas descrições, Nosso Senhor nos diz que ele será tão parecido com ele mesmo que seria capaz de enganar até os escolhidos e certamente nenhum diabo descrito pelas imagens humanas seria capaz de enganar até os escolhidos. Então, como ele vai vir nesta nova era para ganhar seguidores para a sua religião?
A crença da Rússia pré-comunista é que ele virá disfarçado como um grande humanista; vai falar de paz, prosperidade e abundância, não como meios para levar-nos a Deus, mas como fins em si mesmo ...
A terceira tentação com que satanás pediu a Cristo para adorá-lo em troca de todos os reinos do mundo irá tornar-se a tentação de se ter uma nova religião sem a cruz e sem liturgia, sem um mundo futuro, uma religião para destruir uma religião, ou uma política que é uma religião – que também dá a César até mesmo as coisas que são de Deus. No meio de todo o seu amor aparente pela humanidade e do seu discurso simplista de liberdade e de igualdade, ele ocultará um grande segredo que não será revelado a ninguém: ele não acredita em Deus porque a sua religião será uma fraternidade sem paternidade de Deus e ele vai querer enganar até os escolhidos. Ele vai estabelecer no mundo uma contra-igreja como falsa cópia da Santa Igreja, porque ele, o diabo, é o macaqueador de Deus. Ela terá todos os aspectos e as características da Igreja, mas em sentido inverso e esvaziada do seu conteúdo divino.
Terá um corpo místico de Anticristo que exteriormente vai imitar o corpo místico de Cristo... mas o século XX vai se juntar a esta contra-igreja com a alegação de que ela será infalível quando sua cabeça visível falar ex-cathedra de Moscou sobre temas como economia e política e como pastor-chefe do comunismo mundial”, finalizou Fulton Sheen(Obs: Fulton Sheen foi um arcebispo católico norte-americano, pioneiro na propagação da Fé por rádio e televisão. Seus programas, na década de 50, contavam com uma audiência semanal de cerca de 30 milhões de espectadores. Em 2002, sua causa de canonização foi aberta e suas “virtudes heroicas” foram reconhecidas em 2012 — sendo, portanto, já um “Venerável”)
E como dizia o Bispo Monsenhor Marcelo Lefebvre: "Para a glória da Santíssima Trindade, por amor de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela devoção á Santíssima Virgem Maria, por amor da Igreja Católica e por amor ao Papa, por amor aos bispos e aos sacerdotes, para a salvação do mundo, para a salvação das almas, guardai este testemunho de Nosso Senhor Jesus Cristo! Guardai o Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo! Guardai a Missa de Sempre” – Salve Maria!!