Language
Clicks
145
,Jaimemn

The Heralds of the Gospel are once again unmasked. It is time now to rescue the prisoners. (article in Portuguese)


The picture above is a frame from a video showing Mons. João S. Clá Dias performing a fake exorcism. We see in that video that the girls seems to participate more of a happy party than witnessing the Devil. That video was later removed from gloria.tv.

Original Title: "Os Arautos do Evangelho são mais uma vez desmascarados. A hora é de resgatar os prisioneiros"
Alberto Luiz Zucchi

Recentemente vazaram na Internet, através dos seus diversos canais como sites, blogs, Youtube, WhatsApp, etc., reuniões internas dos Arautos do Evangelho nas quais Monsenhor João Clá Dias pratica “exorcismos” em suas “queridinhas”. Os Arautos agiram rápido e, através de um advogado, exercitaram seu direito de censura. Mas o mundo da internet é mais rápido e as cenas se espalharam...

As situações apresentadas nos vídeos seriam ridículas se não fossem trágicas. Foram diversos os exorcismos filmados. A possessão nas hostes dos Arautos parece ser comum!

De forma geral, o roteiro dos exorcismos é o mesmo: duas jovens seguram a possessa, ao mesmo tempo em que a plateia ao redor se diverte, expressando seus “oohs” entusiasmados, enquanto Monsenhor João Clá expulsa o demônio da jovem - em seu próprio nome e não em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. Em um determinado vídeo, o “Papito”, como Monsenhor João é conhecido por suas “queridinhas”, exige de uma jovem ainda possessa que faça votos, mesmo sendo alertado de que ela é menor de idade.

As cenas dos exorcismos produziram tal efeito que Dom Sergio, Bispo de Bragança Paulista, diocese onde a sede dos Arautos está instalada, publicou uma nota condenando a prática. Mas, logo em seguida, recebeu os Arautos e em conjunto publicaram um novo comunicado, contendo as preocupações do Bispo e as explicações dos Arautos.

Dom Sergio foi muito complacente com os Arautos. Afinal eles têm muita simpatia e outras qualidades que devem ser admiradas por Dom Sergio...

É verdade que nem sempre Dom Sérgio é tão compreensivo. Com Frei Tiago ele foi muito diferente, pois moveu e ainda move uma perseguição implacável.

Frei Tiago é um padre carmelita que fundou um convento na cidade de Atibaia, diocese de Bragança Paulista, cuja comunidade, seguindo o que Bento XVI estabeleceu no Motu Proprio Summorum Pontificum, celebra a Missa Tridentina.

A Frei Tiago, Dom Sergio, sem qualquer conversa, sem permitir qualquer explicação, sem publicar nenhum comunicado conjunto, simplesmente determinou sua expulsão da diocese e ordenou que abandonasse de imediato o sitio que ocupava e a capela do século XVIII, que ele havia restaurado com recursos obtidos de seus doadores. No ato, Dom Sergio aproveitou, ainda, para manifestar seu repúdio à Missa Tridentina, apesar do Papa Bento XVI ter afirmado em texto oficial da Igreja que esta Missa jamais havia sido proibida.

Naquela ocasião, correu o boato de que Dom Sergio entregaria para os Arautos a capela restaurada pelo Frei Tiago. Por esta razão, entregamos no palácio episcopal um exemplar do livro escrito pelo Professor Orlando para denunciar os graves erros dos Arautos e do IPCO: “No País das Maravilhas, a Gnose Burlesca da TFP e dos Arautos do Evangelho”. Depois disso, fica difícil para Dom Sergio simplesmente alegar desconhecimento no caso dos Arautos!

Porém, Dom Sérgio trata Monsenhor João de uma maneira diferente. Pois os Arautos não celebram Missa Tridentina, nem permitem aos padres que frequentam o Tabor celebrarem. Eles são um grupo que se apresenta como conservador, mas suas religiosas não usam véu na igreja, preferindo as botas. Assim, Dom Sergio não tem tantos motivos para ser opor a eles. Além do mais, as terras de Monsenhor João são muito maiores do que as de Frei Tiago.

Os vídeos que “vazaram” na Internet não se limitaram aos shows exorcísticos. Monsenhor João Clá tem agora uma fonte de informação muito mais eficiente do que o serviço secreto americano, que monitora a Internet no muito inteiro. Em tempo de delação premiada, o “Papito” conseguiu a confissão dos demônios que atormentavam as prediletas.

O nível de loucura chegou então ao inimaginável.

Os demônios, forçados pelos exorcistas, informaram que o “Papito” seria, em breve, Papa! Segundo eles, logo após a morte do Papa Francisco, será eleito como Papa o Cardeal Rodé, o qual, em seguida, devido a uma grande invasão da Europa pelos mulçumanos, terá de fugir para Mairiporã. (Sim, Mairiporã ficará famosa!) Logo após a transferência, o Cardeal Rodé colaborará com o “Papito”, fazendo o favor de morrer para que este seja eleito papa em seu lugar. Teremos então o Papa João, que será eterno e por isto mesmo não precisará receber o número XXIV, já que será o último da fila.

Ao mesmo tempo, começará o grande castigo, com um meteoro atingindo a Terra e acarretando uma enorme destruição. Os Arautos serão preservados. Então, Plinio e sua mãe Lucilia irão ressuscitar e os dois, mais o “Papito”, governarão a Igreja e o mundo. Por uma graça de Nossa Senhora, Monsenhor João irá recuperar sua saúde, o que lhe permitirá apagar as velinhas do seu bolo de aniversário.

Haja loucura!

Mas os demônios, em sua delação premiada, não se contentaram em anunciar fatos do futuro. Além de informar que o local secreto onde os inimigos dos Arautos se reúnem é a Lua - não é ironia, segundo o demônio, a quem o “Papito” deu todo o crédito, as reuniões seriam na Lua - eles muitas vezes tratam das grandes virtudes de Monsenhor João.

As poucas linhas deste artigo seriam insuficientes para transcrever todas as qualidades do “Papito” reveladas pelo demônio. Assim, afirmou o demônio em sua confissão que Deus mesmo ficou admirado quando se deu conta das qualidades de João. E, em razão de tais qualidades, o Evangelho fala de um homem chamado João, que preparou os caminhos do Senhor... É verdade! De acordo com o relato demonial, o Evangelho não se refere a São João Batista, mas ao João de Mairiporã.

Foram tantos elogios do demônio ao “Papito” que este mesmo ficou admirado e disse, em um dos vídeos, desconhecer que tinha tantos poderes. E, quando questionado sobre suas qualidades, respondeu: “Não sei porque não sabia!” Provando assim, não só sua humildade, mas sobretudo sua pouca inteligência.

Claro que também não faltaram os elogios do demônio ao verdadeiro fundador dos Arautos, Plinio Correa e a sua mãe Lucília Correa, uma vítima deste culto. Os dois estariam sentados em tronos ao lado de Nosso Senhor, e Plinio, que nunca gostou de trabalhar, aproveitaria o tempo vago para atuar na Internet, protegendo os Arautos. Os vídeos contra os Arautos devem ter se espalhado em algum momento em que faltou sinal das operadoras telefônicas no céu.

Mas teve mais, pois delações que não atingem a cúpula do governo não são verdadeiras delações. O demônio revelou que o Papa Francisco é totalmente comandado por ele, que o Papa é um homem orgulhoso, que só busca o prestigio, que não deve demorar muito para morrer - batendo a cabeça - e que irá para o inferno. Nesse momento, aqueles que escutavam o relato explodiram de entusiasmo. Enfim, a delação premiada atingia a cúpula da Igreja. Monsenhor João concordava com o diabo, ressaltando que o Papa irá prestar contas a Deus.

Em relação aos vídeos contendo as informações do demônio sobre as qualidades de Monsenhor João e as maldades do Papa, o escândalo foi tal que Dom Sergio achou melhor não publicar comunicado algum. Nem todas as terras e as propriedades dos Arautos parecem suficientes para colocar debaixo do tapete tal escândalo.

E houve ainda mais. Em Facebook privado, algumas moças ex-arautas descreveram o tratamento dado pelo “Papito” a suas prediletas, com a troca de carícias na sacristia e também no São Fernando. Houve ainda quem comentasse que Monsenhor João é quem determina quem será ordenado padre entre os Arautos, e que a vontade do escolhido não é levada em consideração.

Então, por fim, aconteceu o que todas as pessoas com um mínimo de bom senso esperavam: o Vaticano ordenou a visita canônica aos Arautos. Agora Dom Sergio também vai ter que se explicar. Pelo menos essa é a nossa esperança.

Depois de tudo, não houve outra alternativa para Monsenhor senão renunciar à direção dos Arautos. Quem sabe agora ele terá mais tempo para conversar com os demônios e entender melhor suas próprias qualidades.

É inacreditável como, com todas estas loucuras, os Arautos conseguiram autorização da Igreja, como cresceram e como obtiveram tantos recursos financeiros. E como as autoridades da Igreja levaram tanto tempo a intervir neste movimento, que parece tão mais uma seita do que um instituto religioso.

São tais absurdos que cremos que vale a pena aprofundarmos um pouco nossa análise, para mostrar que não se trata apenas de um louco que procura prestígio e dinheiro.

Monsenhor João sempre foi o discípulo predileto de Plinio e grande difusor do culto delirante que era prestado a este homem nas fileiras da TFP.

As maluquices do “Papito” não são grande novidade para todos aqueles que acompanharam a vida da TFP. Basta falar nas delirantes paródias da Ave-Maria, onde as invocações a Nossa Senhora eram substituídas por invocações a Lucília e as invocações a Nosso Senhor substituídas por invocações a Plinio. Outra esdrúxula oração era a Ladainha de Dona Lucília, onde não faltavam invocações malucas como “Manguinha, rogai por nós” e “Mãe da transesfera, rogai por nós”. Nós mesmos estávamos presentes uma vez que João Clá afirmou que, se Plínio não tivesse correspondido à graça, Nosso Senhor não teria se encarnado. E tudo isto era aprovado em pareceres encomendados a teólogos de renome!

A Montfort publicou o livro que já citamos acima, de autoria do Professor Orlando Fedeli, “No País das Maravilhas: A Gnose burlesca dos Arautos do Evangelho e da TFP”, onde todas estas e muitas outras loucuras foram relatadas. No livro há dois capítulos, com farta documentação, dedicados à questão do culto a Plinio e a sua mãe. A TFP e seus seguidores afirmam que já responderam a todas as acusações do livro... embora tal resposta jamais tenha sido tornada pública.

Ora, além das loucuras do culto, o livro trata das doutrinas gnósticas de Plinio. Na primeira parte do livro, o Professor Orlando analisa a “inocência primeva”. Segundo essa teoria desenvolvida por Plinio, teria existido um estado primitivo no paraíso terrestre, onde os atributos dos homens seriam praticamente iguais aos de Deus. Este estado poderia ser recuperado ainda na vida terrena, o que Plinio já havia conseguido. Após o grande castigo que Nossa Senhora aplicaria à humanidade - que Plinio chamava de “bagarre” - todos os homens recuperariam estas qualidades perdidas com o pecado original. Na segunda parte, é discutida a teoria que Plinio denomina “contemplação sacral do universo” que, na realidade, é uma chave gnóstica para a compreensão do mundo. Finalmente, a quarta parte trata da teoria do conhecimento de Plinio, que se aproxima muito da teoria do conhecimento da gnose de Bergson.

Assim, o livro demonstra que a seita de Plinio não é simplesmente um amontado de loucuras de um megalomaníaco e de seu discípulo predileto João Clá mas, por trás e para suporte do culto, há a difusão de doutrinas heréticas e gnósticas.

Nós difundimos o livro contrário à TFP em muitos ambientes eclesiásticos. Chegamos a entregá-lo a um clérigo que foi um dos responsáveis pela aprovação dos Arautos no Vaticano. Procuramos e conversamos com alguns bispos e muitos padres que se deixavam levar pelas aparências enganadoras dos Arautos e do IPCO acreditando que estes seriam conservadores que combatem o modernismo e o comunismo. Muito dos clérigos nos deram razão nas questões doutrinárias e do culto, mas alegavam a necessidade de uma “união da direita” ou “união dos conservadores”, para não romper, não discutir e nem se opor a Arautos e IPCO.

Lembro-me bem da grande dificuldade que foi convencer este tipo de pessoas a não comparecerem às palestras promovidas pelo IPCO, especialmente as proferidas por Roberto de Mattei, de quem trataremos um pouco adiante.

Maldita união que não coloca Nosso Senhor Jesus Cristo e sua doutrina em primeiro lugar! Não há união onde não existe a verdade, e onde os negociadores pensam que podem enganar-se mutuamente, colocando suas próprias vantagens terrenas e passageiras em primeiro lugar.

A busca desesperada pela tal união levou muitos a fecharem os olhos diante das doutrinas heréticas de Plinio e de seus sucessores, os Arautos e o IPCO, e a ressaltar aquilo que julgavam ser o lado positivo: o combate ao comunismo, à ideologia de gênero e o apoio à monarquia no IPCO. A disciplina, o bonito hábito, o elevado número de jovens e a riqueza nos Arautos.

Cabe lembrar aqui e prestar nossa homenagem a alguns poucos padres que não tiveram receio e criticaram abertamente nos púlpitos os graves erros de Plinio e de seus sequazes.

Plinio e os frutos podres de sua obra, os Arautos e o IPCO, foram apresentados como sendo opositores ao modernismo e ao comunismo. Nada mais falso. E é preciso dizer que foi a imprensa esquerdista que forjou esta imagem, fazendo um grande favor a Plínio e a seus discípulos.

Foram discursos, palestras e escritos de Plinio, cheios de retórica mas sem nenhuma substância, que enganaram uma verdadeira geração de católicos dispostos a lutar contra o progressismo, desviando-os do correto combate. Lembro-me do apoio dado por Dom Arns – sim, o cardeal fundador do PT! - a Plinio, afirmando-nos que todas as igrejas de São Paulo estavam abertas à TFP. Ou ainda, da recusa de Júlio de Mesquita, dono do jornal “O Estado de São Paulo”, em aceitar uma reportagem que tivesse como finalidade realmente acabar com a TFP.

Na realidade, foi clara a recusa da parte de Plinio de publicamente tratar da questão da Missa e do Vaticano II, colocando o foco na questão do comunismo e do liberalismo político.

É importante lembrar também que Plinio jamais apoiou o trabalho de Dom Lefebvre no que se refere à Missa e ao Vaticano II. Veja-se, por exemplo, como no livro que relata a história da TFP, editado em 1981, esta entidade trata do seu relacionamento com Dom Lefebvre:

“1. O ‘caso’ Lefebvre se desenrolava, até há pouco, no campo estritamente teológico. Portanto, sendo a faixa de ação da TFP cívico-religiosa, não competia a ela pronunciar-se a respeito.

2. Ao longo das peripécias, este ‘caso’, embora continue essencial e imutavelmente teológico, desdobrou-se e entrou no âmbito cívico religioso.

3. Em tal âmbito, agradaram especialmente à TFP as lúcidas e corajosas tomadas de posição de Mons. Lefebvre contra o comunismo, e o franco desacordo que ele manifestou em relação à ´Ostpolitik’ do Vaticano.”
(Meio Século de Epopeia Anticomunista, 4ª ed. p. 386)

Portanto, Missa Nova e Vaticano II não era assuntos de interesse da TFP. Durante os oito anos em que permaneci na TFP, não houve uma única palestra sobre a questão da Missa e do Vaticano II.

Para minar a reação católica aos erros de nossos tempos, Plínio atuava em duas frentes.

Na primeira frente, Plínio desviava a atenção dos católicos dos principais problemas de nossa época, que são a reforma litúrgica que culminou na mudança da Missa e o Vaticano II que, com o seu linguajar propositadamente ambíguo, permitiu a introdução de muitas e profundas heresias na Igreja.

Assim, fazendo-se passar por católico tradicional contrário à Missa Nova de Paulo VI e ao Concílio Vaticano II, Plinio jamais fez um ataque direto sobre estes temas, preferindo sempre falar do comunismo e dos problemas sociais. Pelo contrário, a seu mando, o livro sobre a Missa escrito por Arnaldo Vidigal Xavier da Silveira e revisado por Dom Antônio de Castro Mayer foi engavetado e jamais publicado. Não houve qualquer obra da TFP que tratasse do Vaticano II. Plinio sempre afirmou que o problema central era o comunismo.

Na segunda frente, Plinio colocando-se como um grande católico e obtendo destaque na imprensa, acabava por atrair aqueles inconformados com a situação da Igreja, que pretendiam combater os principais perigos que a afligiam, reduzindo-os em seguida ao silencio. Foi o que aconteceu com diversos líderes católicos no Brasil e na América do Sul, inclusive com Dom Mayer e com o próprio Professor Orlando, enquanto estiveram na TFP. Com a graça de Deus, ambos se libertaram da ilusão pliniana. Dom Mayer chegou a declarar publicamente que a TFP era uma seita e o Professor, graças a seus estudos e sua determinação, trouxe a público a existência de uma seita secreta - a “Sempre Viva” - e revelou as doutrinas gnósticas de Plinio.

Quando esta “hidra” teve sua cabeça cortada - com a denúncia da existência da seita Sempre Viva - como na mitologia, o monstro produziu duas novas cabeças: o IPCO e os Arautos do Evangelho. O monstro era o mesmo, mas depois da morte de Plinio tinha duas cabeças. E o trabalho do monstro não mudou. Cada cabeça teve sua função.

A primeira cabeça são os Arautos que, em meio à confusão e desordem na Igreja, se apresentam como conservadores. Com isso atraem uma grande quantidade de jovens que estão em busca de uma religião séria, mas têm pouca base doutrinária e por isto são levados a uma falsa mística e a um romantismo religioso. É por isto que o “Papito” dá tanta importância para as aparências.

Os jovens que foram iludidos pelas loucuras de Monsenhor João e de um pequeno grupo muito próximo a ele, quando forem retirados dos meios onde se encontram fechados, acordando para a realidade, compreenderão de repente as loucuras a que foram submetidos e atribuirão à própria Igreja a responsabilidade pelo erro que cometeram. Assim como ocorria na TFP, estas pessoas constatarão que nunca tiveram fé, porque acreditaram em um homem e não no que Cristo e a Igreja ensinam. O resultado será uma grande desilusão e muito provavelmente o abandono de qualquer prática religiosa.

A segunda cabeça do monstro é o IPCO que, mantendo um ar de seriedade e conservadorismo, procura atrair um grupo de pessoas seletas, principalmente aquelas que pertencem ao clero, e que estão mais voltados para o estudo e a defesa da doutrina católica.

O IPCO se apresenta como um grupo de pessoas educadas e estudiosas, promovendo palestras e reuniões. Um de seus expoentes é Dom Bertrand, suposto herdeiro da coroa brasileira, que recentemente esteve na Avenida Paulista em um comício promovido por entidades ligadas à maçonaria. Com isto, o IPCO atrai também simpatizantes do movimento monárquico, normalmente conservadores.

No mesmo intuito de conseguir aproximar um clero e um público conservador, é preciso lembrar das palestras que atraíram muitos sacerdotes, proferidas em várias capitas brasileiras pelo historiador italiano De Mattei, o qual se apresenta como discípulo de Plinio e mantém profundas ligações com o IPCO.

Agindo desta forma, o IPCO conseguiu captar para sua zona de influência diversos clérigos preocupados com os erros atuais insidiosamente espalhados em meio ao ensinamento da religião católica. E aqui não podemos deixar de lembrar que esta influência chegou a atingir alguns religiosos de institutos ligados à Comissão “Ecclesia Dei” e até mesmo membros da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

Este é o caso também, por exemplo, de Dom Athanasius, bispo tão combativo nos assuntos de moral, nas questões das profanações ao Santíssimo Sacramento, que se mostra um entusiasta da Missa Tradicional, mas que infelizmente manifestou seu apoio público ao IPCO.

Problema semelhante ocorre com o Cardeal Burke - outro herói da resistência ao modernismo e que parece disposto a sacrificar a tudo para defender a doutrina católica. Entretanto, já se anuncia que, em sua visita ao Brasil, haverá uma palestra reservada para os membros do IPCO.

Assim como o foram Dom Mayer e o Professor Orlando, estes dois importantes e combativos membros da hierarquia católica são iludidos pelas aparências do IPCO que, de propósito, esconde a ambos seus verdadeiros objetivos.

Isto para citar apenas os dois casos mais importantes da atualidade, mas são diversos os clérigos que emprestam seu prestígio ao IPCO.

Agora os interventores do Cardeal Braz de Aviz se aproximam. O “Papito”, demonstrando toda a sua “coragem”, já abandonou o cargo. A ilusão de Plínio e de suas duas cabeças será desfeita. Cairá por terra a ideia de que Arautos e IPCO são entidades que defendem um catolicismo conservador e permanecerá apenas o ridículo do culto prestado a Plinio e a sua mãe, o ódio manifestado ao Papa e as violações ao Direito Canônico.

Estaríamos nós exagerando, com um pessimismo descolado da realidade?

Em artigo publicado nestes dias no site Vatican Insider, que trata da intervenção do Vaticano nos Arautos, comenta-se que a fundação deste Instituto teve origem em Plinio e na divisão do grupo fundado por ele: de um lado João Clá com os Arautos e de outro o grupo denominado “Fundadores”, que deu origem ao IPCO. De Mattei é citado no artigo como muito próximo ao grupo dos Fundadores. O artigo lembra ainda que De Mattei é um dos críticos da Exortação Apostólica Amoris Laetitia, juntamente com quatro cardeais que apresentaram suas “dúbias” ao Papa. E dentre estes cardeais está o Cardeal Burke.

A relação Arautos – IPCO - Cardeal Burke já está feita.

É claro, é evidente, não resta qualquer dúvida de que nem o Cardeal Burke nem Dom Athanasius, nem o clero próximo aos Arautos, apoia as loucuras do culto a Plinio e ao “Papito”. Mas aqueles que promoveram os Arautos e consentiram no seu crescimento, fechando os olhos a todas as loucuras, tentam agora amarrar este clero conservador aos delírios daqueles, tornando-os como que prisioneiros do apoio que prestaram.

Parece que a história da Action Française com o Cardeal Billot se repete.

Um fenômeno semelhante quase ocorreu com as sandices da Sacra Milícia, que conseguiu penetrar no clero conservador com mentiras e falsidades, e da qual, com a graça de Deus, nós ajudamos a libertar.

Desta forma, as duas cabeças de Plinio, Arautos e IPCO, têm em seus âmbitos “prisioneiros” que ficarão à mercê das tropas do Cardeal Braz de Aviz, quando estas chegarem. Creio não ser necessário dizer o quanto estas tropas são impiedosas - basta ver o que aconteceu com os Franciscanos da Imaculada.

Agora, mais uma vez, desmascarado o culto a Plinio e as loucuras de Monsenhor João, o “Papito”, o que nós devemos fazer é acordar os rapazes e moças que fazem parte dos Arautos mas, sobretudo, alertar os clérigos para que eles possam se libertar desta prisão, condenando o IPCO e os Arautos imediatamente, e se desvinculando de seus erros.

Assim, antes mesmo das condenações que possivelmente virão, é necessário que os próprios católicos que entendem a gravidade da situação da Igreja condenem os erros dos Arautos e do IPCO, deixando para os líderes destes grupos a justa condenação que merecem e preservando aqueles que foram enganados pelas aparências.

É hora, portanto, de repetir o que o consta das primeiras páginas do livro contra a TFP escrito pelo Professor, editado e divulgado pela Montfort: “Que todo o enorme esforço empreendido pelo Professor Orlando com esse objetivo não seja em vão. Que (...) os perversos sejam destruídos e os ingênuos libertados. Que todo o orbe católico manifeste, enfim, seu repúdio a essa gnose burlesca.

Esperando que cada leitor desta obra, convencido do mal que há em PCO e em sua herança doutrinária, faça coro a essa denúncia, aumentando com sua voz o seu impacto, pedimos a Nossa Senhora que abençoe este combate”


Assim, com a Montfort, nunca houve e nunca haverá acordo. E este é o verdadeiro legado que nos deixou o Professor. Aqueles que continuam seu trabalho, em todo o Brasil, não são aqueles que se autoproclamam continuadores de seu apostolado ou que procuram imitar seu jeito de falar ou de agir, mas são aqueles que não dão trégua a estas entidades para que seus erros sejam desmascarados.

Com a graça de Deus, nós não esperamos o amanhecer para atacar, não aceitando qualquer espécie de acordo no qual a doutrina de Nosso Senhor fosse colocada em questão. E, se Deus quiser, não faremos isto em outros casos e em outras situações.

Que Nosso Senhor abençoe este nosso combate, cujo clímax parece estar próximo, e que Nossa Senhora nos proteja.

São Paulo, 13 de junho de 2017.

Festa de Santo Antônio

------------------------------------------------------------------
Note: The Heralds of the Gospel, created by the then layman João S. Clá Dias, from the break-up of Brazilian TFP, has the same "modus operandi" of its mother association.