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Crônicas de um ímpio - Terceira parte

Miles Christi - 15/08/2015

« Não vos enganeis; Deus não se deixa escarnecer » (Gal. 6, 7)

A “eco-encíclica” Laudato Sì: do cuidado pela Mãe Terra ao Governo Mundial


Em sua “encíclica” Laudato Si’[1], Francisco faz sua uma dupla impostura científica: a do aquecimento global e de sua presumida causalidade humana. O documento fundamenta-se, mas sim em dados cientificamente discutíveis – e de fato muito discutidos -, o que arranca desde a raiz sua razão de ser. E se a isto se ajunta a objeção capital de que os assuntos de ordem científica não integram o objeto da competência magisterial, o caráter absurdo que reveste este texto se faz evidente.

No momento em que a humanidade abandonou Deus por completo e no qual o mal se tornou a regra moral universal (aborto, eutanásia, pornografia, “casamento gay” etc), Francisco decide que a prioridade de nosso tempo deve ser dada à preservação do meio ambiente e à luta contra o presumido aquecimento global. Esta decisão coloca em destaque a falsa religião que Francisco encarna, já que, dissimulada sob a aparência de um vocabulário vagamente cristão, propõe-nos uma religião esvaziada de seu conteúdo, naturalista e imanente, indiferente à salvação das almas resgatadas por Nosso Senhor na Cruz...

Mas há algo ainda pior que uma temática ilegítima acompanhada por um pressuposto errôneo que vicia todo o discurso desde sua base. Não é preciso ser um grande hermeneuta para compreender que a questão climática não é senão um pretexto para perseguir uma finalidade dupla, totalmente estranha à famigerada “proteção do meio ambiente”. Tais objetivos são os seguintes: 1. Acelerar a constituição de um governo mundial encarregado de fazer aplicar em escala global as medidas que supostamente sejam requeridas para “salvar o planeta”. 2. Continuar a adulteração do cristianismo a partir do interior, em vistas a integrá-lo às outras “nobres tradições religiosas” no seio de uma religião universal, paródia monstruosa do catolicismo. Instauração do mundialismo político e religioso: eis aqui o objetivo real que persegue este documento sinistro, sob o pretexto de “cuidar da casa comum”, ameaçada de destruição pela atividade humana.

Haveria tantas coisas a dizer para desmascarar as mentiras e manipulações das quais Francisco se serve para enganar as pessoas em sua “encíclica”, que seria necessário um extenso volume para trata-las convenientemente... Mas no âmbito muito restrito deste artigo, vemo-nos obrigados a citar somente algumas passagens emblemáticas, acompanhadas por breves comentários. Assinalemos que nenhuma das 172 notas de rodapé pertencem ao magistério anterior ao CVII e que 21 foram extraídas de documentos de diversas conferências episcopais, desprovidas de toda autoridade magisterial.

Figuram igualmente, entre outras, oito citações da Evangelii Gaudium, seis do “Patriarca” cismático Bartolomeu e do teólogo modernista Romano Guardini, duas do manifesto panteísta e evolucionista Carta da Terra e uma da mundialista Declaração do Rio, do filósofo protestante Paul Ricoeur, de um “mestre espiritual” sufi (!!!) e do jesuíta Pierre Teilhard de Chardin. Este é mencionado somente uma vez, mas seu panteísmo evolucionista impregna todo o texto e constitui, sem espaço para dúvidas, a principal fonte de inspiração do documento.

A religião de Francisco: o panteísmo evolucionista e Teilhard em versão ecológica

“(...) somos chamados a aceitar o mundo como sacramento de comunhão, como um modo de partilhar com Deus e com o próximo em escala global” § 9

“(...) Se bem que a mudança seja parte da dinâmica dos sistemas complexos, a velocidade que as ações humanas o impõem atualmente contrasta com a lentidão natural da evolução biológica.” § 18


Francisco professa, além de um panteísmo naturalista que não se atreve a mostrar a cara, a doutrina evolucionista erigida em certeza científica, como bom discípulo que é do charlatão e falsificador Pierre Teilhard de Chardin[2].

“Existe um consenso científico muito sólido que indica que nós estamos em presença de um aquecimento preocupante do sistema climático” § 23

Francisco pretende basear seu “ensinamento” sobre um pretenso “consenso científico”, que de modo algum existe; e ainda que fosse o caso, isso não teria ligação com a fé e a moral católicas e de modo nenhum constituiria sequer o fundamento, nem o objeto de um documento do magistério eclesiástico.

“A humanidade está chamada a tomar consciência da necessidade de realizar mudanças de estilos de vida, de produção e de consumo para combater este aquecimento ou, ao menos, as causas humanas que o produzem ou acentuam” § 23

Francisco fala como autêntico guru eco-mundialista e se apresenta como o porta-voz do catastrofismo ambientalista, que busca culpar a humanidade do pretenso aquecimento global.

“Estas situações provocam o gemido da irmã terra, que se une ao gemido dos abandonados do mundo, com um clamor que nos clama outro rumo”. § 53

Francisco advoga pelo destino do planeta e dos miseráveis, convidando a humanidade a tomar “outro rumo”, todo naturalista, que visivelmente não é a conversão a Deus nem a renúncia ao pecado, senão o da “proteção” de nossa “irmã terra”. Novo rumo que diverge fundamentalmente daquele que indica a Igreja, única Arca de Salvação dada por Deus ao mundo, já que para Francisco todas as “convicções de fé”, parte integrante da “riqueza das religiões”, estão capacitadas para conduzir o gênero humano para seu “pleno desenvolvimento”, à margem da Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo:

“Por que incluir neste documento, dirigido a todas as pessoas de boa vontade, um capítulo referente às convicções de fé? Eu não ignoro que, no campo da política e do pensamento, alguns recusem com força a ideia de um Criador, ou a consideram irrelevante, até o ponto de relegar ao âmbito do irracional a riqueza que as religiões podem oferecer para uma ecologia integral e para um desenvolvimento pleno da humanidade.” § 62

Os papas conciliares, artífices do governo mundial

“Desde meados do século passado, e superando muitas dificuldades, foi-se afirmando a tendência de conceber o planeta como pátria e a humanidade como povo que habita uma casa de todos. Um mundo interdependente não significa unicamente entender que as consequências prejudiciais dos estilos de vida, produção e consumo afetam a todos, senão principalmente procurar que as soluções se proponham desde uma perspectiva global e não somente em defesa dos interesses de alguns países. A interdependência obriga-nos a pensar em um só mundo, em um projeto comum.” § 164

“Torna-se indispensável criar um sistema normativo que inclua limites intransponíveis e assegure a proteção dos ecossistemas, antes que as novas formas de poder derivadas do paradigma tecnoeconômico acabem arrasando não apenas com a política, mas também com a liberdade e a justiça.” § 53


Em suma: para tornar o projeto mundialista coercitivo, autêntico cosmopolitismo apátrida a serviço da República Universal da ONU, sob o pretexto do “cuidado ecológico” da “mãe terra”, nossa “casa comum”, requer-se um governo planetário capaz de poder impor esta utopia totalitária aos recalcitrantes...

Este propósito é ainda mais explícito na passagem seguinte, na qual Francisco cita Bento XVI, que por sua parte cita João XXIII, provando claramente, se ainda restarem dúvidas, a continuidade do projeto mundialista maçônico de todos os seus predecessores desde o CVII:

“A mesma lógica que dificulta tomar decisões drásticas para inverter a tendência do aquecimento global é a que não permite cumprir o objetivo de erradicar a pobreza. Precisamos de uma reação global mais responsável, o que implica encarar ao mesmo tempo uma redução da contaminação e o desenvolvimento dos países e regiões pobres (...) Como afirmava Bento XVI, seguindo a linha desenvolvida pela doutrina social da Igreja: ‘para governar a economia mundial, para sanear as economias afetadas pela crise, para prevenir sua piora e consequentes desequilíbrios ainda maiores, para obter um oportuno desarmamento integral, a segurança alimentar e a paz, para garantir a salvaguarda do ambiente e regular os fluxos migratórios, urge a presença de uma verdadeira Autoridade política mundial, como esboçada pelo meu Predecessor, (são) João XXIII”. § 175


Autoridade política mundial sob a tutela da ONU, cujo projeto de sociedade secularizada, humanista e naturalista situa-se nas antípodas do reinado social de Nosso Senhor, e que, em última instância, só pode conduzir à aparição do reinado universal do Anticristo...

O “deus” gnóstico de Francisco

“(Deus) quis limitar a si mesmo ao criar um mundo que necessita de desenvolvimento, onde muitas coisas que nós consideramos males, perigos ou fontes de sofrimento são, em realidade, parte das dores de parto que nos estimulam a colaborar com o Criador.” § 80

Impregnado de gnose hegeliana, Francisco concebe o ato criador como a passagem da indeterminação divina para suas determinações finitas, o qual faz que o ser possa receber um conteúdo, num processo de ascensão dialética pela qual o criado toma consciência de sua divindade originária, o saber absoluto pelo qual “Deus” chega a “expressar-ser” no homem, ato que supõe o término da história, o equivalente ao “Ponto Omega” teilhardiano, o “Cristo Cósmico” para o qual se dirige o universo por um processo evolutivo.

“O ser humano, ainda que suponha também processos evolutivos, implica uma novidade que não pode ser explicada plenamente pela evolução de outros sistemas abertos.” § 81

A criação ex nihilo de Adão e Eva deve ser superada como sendo um “erro de interpretação das Escrituras”:

“Se é verdade que algumas vezes os cristãos interpretamos incorretamente as Escrituras, hoje temos de rechaçar com força que, do fato de termos sido criados à imagem de Deus e do mandato de dominar a terra, se deduza um domínio absoluto sobre as demais criaturas.” § 67

É preciso, contudo, dar espaço à “epopeia do espírito”, que atua como pano de fundo na transformação das espécies e do universo em seu conjunto até a tomada de consciência de “Deus” na humanidade. Note-se, de passagem, a negação tácita da divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alcança a “plenitude divina” somente com a Ressurreição:

“O fim da marcha do universo está na plenitude de Deus, que foi já alcanzada pelo Cristo ressuscitado, eixo do amadurecimento universal” [53[3]] § 83

Para esta gnose panteísta, a natureza e o homem são sagrados. E este último toma consciência de sua verdadeira natureza sagrada “decifrando aquela do mundo”, as duas constituindo uma “manifestação divina”...

“Podemos dizer que, ‘junto à Revelação propriamente dita, contida na Sagrada Escritura, dá-se uma manifestação divina quando brilha o sol e quando cai a noite’. Prestando atenção a esta manifestação, o ser humano aprende a reconhecer a si mesmo na relação com as demais criaturas: ‘Eu me expresso ao expressar o mundo; eu exploro minha própria sacralidade ao tentar decifrar a do mundo’.” § 85

Encontra-se este mesmo panteísmo naturalista nas seguintes passagens:

“(...) somos chamados a ‘aceitar o mundo como sacramento de comunhão (...). É nossa humilde convicção que o divino e o humano se encontram no menor detalhe contido nas vestes inconsúteis da criação de Deus, até no último grão de pó de nosso planeta”. § 9

“Temos de reconhecer que nem sempre os cristãos recolhimos e desenvolvemos as riquezas que Deus deu à Igreja, onde a espiritualidade não está desconectada do próprio corpo nem da natureza ou das realidades este mundo, senão que se vive com elas e nelas, em comunhão com tudo o que nos rodeia.” § 216

“(...) mas (as criaturas) avançam, junto conosco e por meio de nós, para o termo comum, que é Deus, em uma plenitude transcendente donde Cristo ressuscitado abraça e ilumina tudo. Porque o ser humano, dotado de inteligência e de amor, e atraído pela plenitude de Cristo, é chamado a reconduzir todas as criaturas a seu Criador.” § 83

“(...) nós e todos os seres do universo estamos unidos por laços invisíveis e formamos uma espécie de família universal, uma sublime comunhão que nos move a um respeito sagrado, carinhoso e humilde.” § 89

“(...) o sentimento de união íntima com os outros seres da natureza não pode ser real se, ao mesmo tempo, não haja no coração ternura, compaixão e preocupação pelos outros seres humanos. (...) Tudo está ligado. É preciso, portanto, uma preocupação com o ambiente unida a um amor sincero para com os seres humanos e um compromisso constante ante os problemas da sociedade.” § 91


Na citação seguinte, Fracisco expressa seu indiferentismo religioso, colocando o cristianismo no mesmo nível das outras “religiões”, capazes, segundo ele, de proporcionar um “significado” ao ser humano e de ajuda-lo a avançar:

“Quero recordar que ‘os textos religiosos clássicos podem oferecer um significado a todas as épocas, têm uma força motivadora que abre sempre novos horizontes (...) É razoável e culto relega-los à obscuridade, somente por terem surgido no contexto de uma crença religiosa?” § 199

Logo Francisco evoca a Carta da Terra, documento naturalista e panteísta, a fim de que a humanidade busque “um novo começo”, uma espécie de nova aliança invertida, entre o homem e a natureza, na qual Nosso Senhor brilha por sua ausência. Para não perder de vista o caráter inverossímil destas palavras, deve-se ter em conta que quem fala é o suposto Vigário de Cristo na terra:

“A Carta da Terra nos convidava a deixar para trás uma etapa de autodestruição e a começar de novo, mas ainda não desenvolvemos uma consciência universal que o torne possível. Por isso, atrevo-me a propor novamente aquele precioso desafio: ‘Como nunca antes na história, o destino comum nos faz um chamado a buscar um novo começo (...). Que o nosso seja um tempo que se recorde pelo despertar de uma nova reverência ante à vida; pela firme resolução de alcançar a sustentabilidade; pelo aceleramento na luta pela justiça e pela paz e pela alegre celebração da vida”. §207

Jesus e Maria a serviço do mundialismo ecológico

“Uma Pessoa da Trindade inseriu-se no cosmos criado, seguindo sua sorte até a cruz. Desde o início do mundo, mas de modo particular desde a Incarnação, o mistério de Crsito opera de maneira oculta no conjutno da realidade natural, sem por isso afetar sua autonomia.” § 99

Francisco faz alarde de seu panteísmo cósmico pronunciando palavras blasfemas contra o Santo Sacrifício da Missa, celebrado sobre o “altar do mundo”, e da Santa Eucaristia, apresentada como uma “fonte de motivação” ecológica:

“Unido ao Filho encarnado, presente na Eucaristia, todo o cosmos dá graças a Deus. Com feito, a Eucaristia é per se um ato de amor cósmico: ‘Sim, cósmico! Porque também quando se celebra sobre o pequeno altar de uma igreja no campo, a Eucaristia se celebra, em certo sentido, sobre o altar do mundo’. A Eucaristia une o céu e a terra, abraça e penetra todo o criado. O mundo que saiu das mãos de Deus volta a Ele em feliz e plena adoração. No Pão Eucarístico, ‘a criação está orientada para a divinização, para as santas bodas, para a unificação com o próprio Criador’. Por isso, a Eucaristia é também fonte de luz e de motivação para nossas preocupações pelo ambiente, e nos orienta a ser guardiões de todo o criado.” § 236

Mas a audácia de Francisco não pára por aí: ele não hesita em colocar a Santíssima Virgem a serviço de sua impostura ecológica:

“Maria, a Mãe que cuidou de Jesus, agora cuida com afeto e dor materna desde mundo ferido. Assim como chorou com o coração transpassado a morte de Jesus, agora se compadece do sofrimento dos pobres crucificados e das criaturas deste mundo arrasadas pelo poder humano.” § 241

A humanidade necessita de uma “conversão ecológica”

O ponto culminante da insensatez ocorre quando Francisco faz uma caricatura da conversão cristã, movimento pelo qual o homem se afasta do pecado para se dirigir a Jesus Cristo, explicando que somos chamados a uma nova conversão, uma “conversão ecológica”, juntando-nos para colocar um termo aos nossos comportamentos prejudiciais para o ambiente, fazendo desta paródia grotesca da conversão cristã um elemento essencial do Evangelho:

“Faço um convite urgente a um novo diálogo sobre o modo como estamos construindo o futuro do planeta. Precisamos de uma conversão que nos una a todos, porque o desafio ambiental que vivemos e suas raízes humanas interessam-nos e impactam a todos. (...) Precisamos de uma nova solidariedade universal.” § 14

“Se ‘os desertos exteirores se multiplicam no mundo porque extenderam-se os desertos interiores’, a crise ecológica é um chamado a uma profunda conversão interior. (...) Faz falta [ao cristão] uma conversão ecológica, que implica deixar brotar todas as conseqüências de seu encontro com Jesus Cristo nas relações com o mundo que o rodeia. Viver a vocação de serem protetores da obra de Deus é parte essencial de uma existência virtuosa, não consiste nalgo opcional, nem num aspecto secundário da experiência cristã.” § 217


Ante a tais declarações, que adulteram o cristianismo, metamorfoseando-o monstruosamente em uma gnose a serviço do mundialismo anticristão, fica-se empasmecido pela falta de lucidez e reação por parte da imensa maioria do mundo católico...

Francisco prossegue logo sua penosa arenga eco-luciferiana insistindo com a doutrina panteísta de seu ímpio mestre, o jesuíta apóstata Teilhard de Chardin:

“Diversas convicções de nossa fé, desenvolvidas no começo desta Encíclica, ajudam a enriquer o sentido desta conversão, como a consciência de que cada criatura reflete algo de Deus e tem uma mensagem a nos ensinar, ou a segurança de que Cristo assumiu em si este mundo material e, agora, ressuscitado, habita no íntimo de cada ser, rodeando-o com seu carinho e penetrando-o com a sua luz.” § 221

“O universo desenvolve-se em Deus, que o preenche todo. Então, há mística numa folha, num caminho, num orvalho, no rosto do pobre. O ideal não é apenas passar do exterior ao interior para descobrir a ação de Deus na alma, mas também chegar a encontrá-lo em todas as coisas.” § 233


Imperturbável, o Soberano Blasfemador do Vaticano continuou sua diatribe sacrílega afirmando que também a renovação incruenta do Sacrifício do Calvário inclui uma finalidade ecológica, ao “sanar” nossas relações com o “mundo”. E mais, Blasfemoglio I não hesitou em equiparar a Santa Missa com o Sabbat dos judeus talmúdicos que rejeitam Nosso Senhor, ao qual consideram como um impostor merecidamente executado:

“No Domingo, a participação na Eucaristia tem uma importância especial. Este dia, assim como o sábado judaico, oferece-se como o dia de purificação das relações do ser humano com Deus, consigo mesmo, com os demais e com o mundo.” § 237

Francisco, “soberano pontífice” da religião mundialista

Em guisa de conclusão de seu “magistério ecológico”, Francisco propôs duas orações diferentes, uma para uso dos “cristãos”, outra destinada aos “monoteístas”...

Eis aqui a “oração não cristã” (!!!) elaborada por Francisco, na qual silenciou os santos nomes das Três Pessoas Divinas, assim como aquele de Nosso Senhor Jesus Cristo, e pela qual se constitui o candidato natural para o “supremo pontificado” da religião mundialista e ecumênica em gestação, falsificação diabólica e adulteração monstruosa do catolicismo:

“Depois desta longa reflexão, jubilosa e ao mesmo tempo dramática, proponho duas orações: uma que podemos partilhar todos quantos acreditam num Deus Criador Omnipotente, e outra pedindo que nós, cristãos, saibamos assumir os compromissos para com a criação que o Evangelho de Jesus nos propõe. Oração pela nossa terra: Deus Omnipotente, que estais presente em todo o universo e na mais pequenina das vossas criaturas, Vós que envolveis com a vossa ternura tudo o que existe, derramai em nós a força do vosso amor para cuidarmos da vida e da beleza. Inundai-nos de paz, para que vivamos como irmãos e irmãs sem prejudicar ninguém. Ó Deus dos pobres, ajudai-nos a resgatar os abandonados e esquecidos desta terra que valem tanto aos vossos olhos. Curai a nossa vida, para que protejamos o mundo e não o depredemos, para que semeemos beleza e não poluição nem destruição. Tocai os corações daqueles que buscam apenas benefícios à custa dos pobres e da terra. Ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa, a contemplar com encanto, a reconhecer que estamos profundamente unidos com todas as criaturas no nosso caminho para a vossa luz infinita. Obrigado porque estais conosco todos os dias. Sustentai-nos, por favor, na nossa luta pela justiça, o amor e a paz.” § 246

As “boas vibrações”, a “oração laica” de Francisco

“Que Deus os abençoe e rezem por mim, não se esqueçam. E se alguém não puder rezar porque não crê ou sua consciência não o permite, mande-me boas vibrações![4]”

Se alguém “não puder” rezar, porque “sua consciência não o permite”, não importa! Basta enviar “boas vibrações”, que estas servirão de “orações” junto ao Ser Supremo e da Mãe Terra, os quais se encarregarão de fazê-las chegar a Francisco, o humilde e misericordioso, sempre em busca das “orações” dos hereges, das “bençãos” dos cismáticos e agora também - acredite se quiser -, as “boas vibrações” enviadas pelos “sem Deus” operando magicamente sobre ele, à margem da economia da salvcação, subtraindo-se de maneira misteriosa da Providência Divina...

Não crer em Deus, ou melhor, negar-se a prestar-lhe o culto que lhe é devido, porque a “consciência não o permite”, não são senão detalhes de menor importância para este homem insensato, cujo passatempo principal parece ser o de blasfemar incansavelmente, adentrando-se cada dia mais no lodaçal de escândalo e na impiedade...

Os piores males do mundo atual segundo Francisco

“Quais são os piores males que acossam o mundo atual? - Pobreza, corrupção, o tratamento das pessoas... Posso me enganar nas estatísticas, mas o que me diz se lhe pergunto: ‘em qual item se gasta mais no mundo depois de alimentação, roupa e remédios? O quarto são os cosméticos e o quinto, os animais de estimação. Isso é grave, não? O cuidado com os animais de estimação é como um amor programado, quer dizer, pode-se programar a resposta amorosa de um cachorro ou de uma gatinha e, então, não se precisa mais experimentar a reciprocidade humana. Estou exagerando, que não se leve ao pé da letra, mas é inquietante.[5]

Não é a onipresença da pornografia, nem o satânico “direito” ao aborto, nem o abominável “casamento” dos sodomitas (para citar apenas três “conquistas” do mundo “moderno”) que constituem os principais flagelos da sociedade contemporânea: Francisco assegura-nos que se tratam, entre outros, do desemprego e do apego aos animais de estimação...

O pecado, a violação da lei divina, os escândalos que arrastam as almas para o inferno não têm nenhuma importância para aquele cuja visão naturalista e imanentista de “salvação” substituem a visão beatífica e para quem a vida eterna é trocada pelo bem-estar terreno e a resolução da “questão social”.

Como ele disse a Eugenio Scalfari na famosa entrevista de outubro de 2013, publicada no quotidiano italiano La Repubblica, ilustrando sua visão laica e naturalista da vida humana, “os males mais graves que afligem o mundo são o desemprego dos jovens e a solidão na qual são deixados os idosos[6].”

Para Francisco a verdade não existe

Para Francisco, o que conta é fomentar a “cultura do encontro”, lutar contra “o aquecimento global”, ir para as “periferias existenciais” e transformar a Igreja num “hospital de campanha”. Ensinar a doutrina católica em matéria de fé e costumes é algo que lhe é completamente estranho, pois ele não crê numa verdade absoluta, muito menos numa moral imutável:

“Não se pode pensar que o anúncio evangélico se deva transmitir sempre com determinadas fórmulas aprendidas ou com palavras precisas que expressem um conteúdo absolutamente invariável[7].”

“Dialogar não significa renunciar às suas próprias idéias e tradições, mas à pretensão que elas sejam únicas e absolutas.[8]”


Falemos claramente: este homem simplesmente não é católico. Por outro lado, ele mesmo teve a franqueza de declará-lo publicamente:

“Eu creio em Deus, não em um Deus católico; não existe um Deus católico, existe Deus.[9]

Se Bergoglio tivesse pronunciado apenas esta única frase escandalosa e não a lista considerável de enormidades que já disse e que aumenta a cada dia, ela sozinha seria suficiente para poder compreender a gravidade da situação na qual nós nos encontramos. O fato de não se perceber – e isso desde a primeira leitura -, não pode se explicar senão pela ignorância ou pela cegueira voluntária. E isto, por sua vez, não se pode compreender senão pela má fé, apanágio dos traidores, ou pelo temor, próprio aos tíbios e pusilânimes.

Para retomar o fio e concluir: é um fato indiscutível que a verdade religiosa é a última das preocupações para Francisco e um obstáculo certo para construir a nova sociedade humanista e ecumênica com a qual ele sonha, fundada sobre o “diálogo” e a “cultura do encontro”, tendo sido erradicadas definitivamente a pobreza e as “injustiças sociais”, num planeta livre da ameaça do aquecimento global e salvo da “catástrofe” para a qual ele se encaminha inexoravelmente se não intervir a “conversão ecológica” à qual ele nos convida...

E se alguém achar meu julgamento severo demais, lembremos-nos de suas próprias palavras, que não deixam dúvida alguma sobre o assunto:

“Se uma criança recebe sua educação de católicos, protestantes, ortodoxos ou judeus, isto não me interessa. O que me interessa é que eles a eduquem e matem sua fome.”[10].

Os católicos confrontados com o mistério da iniquidade

Diante das declarações heterodoxas e dos gestos escandalosos realizados incessantemente por Francisco desde o dia se sua eleição, fica cada vez mais difícil não pensar na profecia de São João acerca do Falso Profeta, cuja missão consistirá em preparar o terreno ao Anticristo, pondo a seu serviço uma falsificação da verdadeira religião: “Depois vi outra besta que subia da terra; e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro, mas falava como dragão.” (Ap. 13, 11)

Que fazer ante a tal homem, cujo caráter herético e blasfematório é manifesto a todos quantos tenham olhos para ver e ouvidos para ouvir? Que atitude devem tomar os cristãos diante de alguém que faz o jogo dos inimigos da Igreja? Como reagir ante a alguém que se comporta como um servo de satanás e um precursor do Anticristo? A resposta parece-me evidente: todo católico digno deste nome deve combatê-lo e denunciá-lo publicamente, pois está em jogo nada menos que a honra de Deus, a defesa da fé e a salvação das almas.

A este propósito, tenhamos em mente as palavras de São Francisco de Sales, Doutor da Igreja:

“Os inimigos declarados de Deus e da Igreja devem ser denunciados e censurados com toda a força possível. A caridade obriga gritar quando um lobo penetra em meio ao rebanho ou em qualquer outro lugar que se encontre”.

Refugiemo-nos no Coração Imaculado de Maria, nossa Santa Mãe do Céu, e imploremos sem cessar a Nosso Senhor para que se digne guiar-nos, proteger-nos e iluminar-nos nesta hora em que o Poder das Trevas faz alarde de sua arrogância infernal num mundo que lhe é inteiramente submisso, gozando sua vil supremacia e celebrando seu triunfo efêmero, enquanto esperamos a gloriosa Parusia de Jesus Cristo, nosso divino Mestre e nosso adorável Salvador.

Nós poderemos, então, exultar e exclamar, com todos os Anjos e todos os Santos do céu, numa terra renovada e sob novos céus, na cidade santa de Deus, onde habitaremos:

“Vi, então, um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra desapareceram e o mar já não existia. Eu vi descer do céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, a nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o esposo. Ao mesmo tempo, ouvi do trono uma grande voz que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens. Habitará com eles e serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Enxugará toda lágrima de seus olhos e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição.” (Ap. 21, 1-4)

“Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe glória, porque se aproximam as núpcias do Cordeiro. Sua Esposa está preparada.” (Ap. 19, 7)

15 de Agosto de 2015, na festa da gloriosa Assunção ao Céu da Bemaventurada Virgem Maria

[1] www.vatican.va/…/papa-francesco_…
[2] www.sciencepresse.qc.ca/scandales/piltdown.html
[3] Nota n° 53 : « En esta perspectiva se sitúa la aportación del P. Teilhard de Chardin ». Monitum de la Sagrada Congregación del Santo Oficio (30/6/1962) : « Varias obras del P. Pierre Teilhard de Chardin, algunas de las cuales fueron publicadas en forma póstuma, están siendo editadas y están obteniendo mucha difusión. Prescindiendo de un juicio sobre aquellos puntos que conciernen a las ciencias positivas, es suficientemente claro que las obras arriba mencionadas abundan en tales ambigüedades e incluso errores serios, que ofenden a la doctrina católica. Por esta razón, los eminentísimos y reverendísimos Padres del Santo Oficio exhortan a todos los Ordinarios, así como a los superiores de institutos religiosos, rectores de seminarios y presidentes de universidades, a proteger eficazmente las mentes, particularmente de los jóvenes, contra los peligros presentados por las obras del P. Teilhard de Chardin y de sus seguidores. » Sebastianus Masala, Notario. (AAS 54, 1962, 526)
www.infocatolica.com/…/1007281142-adve…
[4] Dirigiéndose a un grupo de periodistas en el vaticano el 7 de junio de 2015: www.youtube.com/watch (Ver 03:45)
[5] www.aica.org/17932-el-papa-l…
[6] www.la-croix.com/…/Le-pape-Francoi…
[7]www.vatican.va/…/papa-francesco_…
[8]www.vatican.va/…/papa-francesco_…
[9]www.repubblica.it/…/le_pape_a_scalf…
[10] novusordowatch.org/…/francis-not-car…
Miles - Christi
Para mais informações sobre o pontificado de Francisco, você pode consultar os livros Três anos com Francisco: a impostura Bergogliana e Quatro anos com Francisco: a medida está completa, publicada pela Éditions Saint-Remi, em quatro idiomas (espanhol, inglês, francês e italiano): saint-remi.fr/fr/35-livres - www.amazon.fr/Boutique-Kindle-Miles-Christi/s