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Infanticídio: cardeal da Amazônia envergonha a audiência com sua ignorância

Um jornalista objetou na coletiva de imprensa do Sínodo da Amazônia em 8 de outubro, dizendo que pelo menos vinte povos amazônicos matam crianças em caso de deficiência, mas o Sínodo apresenta as tribos da Amazônia como "inocentes" e "puras".

O cardeal sem noção Pedro Barreto, de 75 anos, de Huancayo (Peru), envergonhou a platéia ao responder a esses fatos horrendos que "nem tudo é perfeito" entre os nativos.

Ele continuou, dizendo que "nunca tinha ouvido falar" da questão e que tal acusação "não pode ser declarada com tanta facilidade, pois aponta para uma situação de selvageria".

Barreto é um dos três presidentes delegados do Sínodo e vice-presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM).

A ativista indígena Victoria Lucia Tauli-Corpuz, que fez parte do painel de cinco membros da coletiva de imprensa e foi apresentada como "Relatora Especial da ONU sobre os povos indígenas", confirmou a existência desses infanticídios.

"De fato, eles têm práticas que não são coerentes com os padrões dos direitos humanos internacionais. Eu não concordo que infanticídios devam ser praticados", acrescentou ela, envergonhando ainda mais Barreto.

Fotografia: Pedro Barreto, © Miguel Angel Chong , CC BY-SA, #newsQprdkhvcdf