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Relatório sobre abusos na Alemanha se desqualifica: os quatro casos construídos contra Ratzinger

Um Relatório de Abusos de Munique, que está sendo divulgado pela mídia oligarca, acusa o então arcebispo de Munique, Joseph Ratzinger (1977-81), de ter reagido em quatro casos de abuso homossexual "não de acordo com as regras ou não adequadamente". As ações de Ratzinger são medidas pelos padrões atuais. Mesmo neste caso, são exemplares.

Primeiro caso: Um padre foi condenado à prisão na década de 1960 por crimes homossexuais. Depois de cumprir a sentença, Döpfner, cardeal de Munique, o transferiu para o exterior. Durante o mandato de Ratzinger, o padre pediu permissão para passar sua aposentadoria em sua pátria bávara. O pedido foi deferido no final da década de 1970.

O relatório afirma falsamente que Ratzinger conhecia o criminoso porque ele passou umas férias em sua antiga paróquia. A verdade: isso foi em agosto de 1982, quando Ratzinger não era mais arcebispo de Munique. A reportagem também acusa Ratzinger do fato de que o padre foi chamado “como pároco” [corresponde na Alemanha a “Padre”] quando retornou à Baviera, o que é falsamente apresentado como um “título honorário”.

Ratzinger afirma que não sabia por que o padre homossexual havia trabalhado no exterior. O padre nunca recaiu no erro. O assunto é divulgado como um "caso", enquanto até o relatório descreve Ratzinger "como exonerado em sua totalidade".

Segundo caso: Um padre da diocese de Essen foi condenado no início da década de 1970 por "tentativa de fornicação com crianças e insulto sexual" e, cinco anos depois, de exibicionismo. De acordo com a reportagem, Ratzinger concordou com o padre que trabalhava em Munique, onde teve uma recaída. Um tribunal o condenou a uma pena de prisão suspensa. Ele passou por tratamento psiquiátrico e trabalhou como professor de religião. Bento XVI nega ter sido totalmente informado sobre o caso Essen, uma alegação que é contestada.

Terceiro caso: O padre de uma diocese estrangeira, cujo bispo era seu tio, recebeu uma sentença suspensa em seu país de origem por abuso infantil. O tio bispo buscou que seu sobrinho fosse colocado em Munique para estudos de doutorado. Ratzinger atendeu ao pedido. O padre também foi designado para o cuidado pastoral como capelão. Em Munique, ele foi visto tomando banho nu e fez esforços para ter contatos privados com os coroinhas. Como consequência, ele foi demitido e banido de qualquer trabalho pastoral. O laudo pericial afirma sem provas que Ratzinger "sabia" da condenação no exterior.

Quarto caso: Um padre de Munique foi condenado por tirar "fotografias obscenas" de meninas com menos de 14 anos. Ratzinger o transferiu para um asilo para idosos e para um hospital. Ele morava em uma paróquia onde também presidia a Eucaristia. A reportagem acusa Ratzinger de "fracasso" ou "indiferença e desinteresse" - novamente sem apresentar fatos.

A conclusão: Os alemães produziram outra "opinião de especialistas em abuso" que se desqualifica sozinha.

Fotografia: 27.02.2013 © Mazur/catholicnews.org.uk, CC BY-NC-ND, #newsBhcecnzbxx