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AS PONTES DA CIDADE DO PORTO, EM PORTUGAL

IRMAOS LUMIERE
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Ao longo dos séculos as populações ribeirinhas do Porto e Gaia terão tido a necessidade e o desejo de comunicar entre si, de trocar bens e serviços. O atravessamento, como em toda a parte, fazia-se …More
Ao longo dos séculos as populações ribeirinhas do Porto e Gaia terão tido a necessidade e o desejo de comunicar entre si, de trocar bens e serviços.

O atravessamento, como em toda a parte, fazia-se em barcos e jangadas. A avaliar pelas gravuras antigas o tráfego de embarcações e navios era muito intenso o que denota uma estreita relação entre as populações das duas margens. A partir de 1744 estabelece-se uma carreira regular para passagem entre o Porto e Gaia.

Circunstâncias especiais terão levado à construção de passadiços assentes sobre barcaças, isto é de pontes de barcas. Talvez em ocasiões de grande festividade ou na situação referenciada de passagem de um exército. Em 1806 construiu-se uma primeira ponte de barcas com carácter permanente. Só em épocas de cheia era desmontada.

Em todo o Rio Douro nacional só em 1843 se construiu a primeira ponte fixa, a Ponte Pênsil. O último quartel do século XIX contribuiu com duas pontes no Porto, de dimensão e grandiosidade ímpar.

Um longo interregno até à Ponte da Arrábida inaugurada em 1963 e de novo uma paragem até 1991 ano em que entra ao serviço a Ponte de S. João.

A partir daqui as comunicações entre Porto e Gaia vão-se banalizar com a Ponte do Freixo logo a seguir, e já se fala em mais duas: uma nos Guindais para substituir o tabuleiro superior da Ponte D. Luís que vai ser dedicado à passagem do Metro Ligeiro do Porto, e uma outra, à cota baixa, na zona de S. Francisco prevista no plano da cidade.

Além das 5 pontes hoje existentes, existe ainda uma comunicação regular entre o Ouro e a Afurada através de pequenos "cacilheiros": o "Flor do Gás" e o "Flor do Douro".
Maria Tecina dos Santos likes this.